Sinais

Varre os sinais da lua
que te correm a face.
Aproxima-te. O mar chama-te deste lado
onde me deito.
Por que porta entraste nas minha palavras?
Em que exílio me confundes?
Não sou daqui, como te disse.
Fugi há muitos anos do meu nome,
minúscula erva dos montes.
Reparte comigo o pão dos antigos,
a cama de um poema longo.
E este vento, oh!, este vento
que sangra como um murmúrio
sobre a madrugada
de eucaliptos brancos.

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Um pensamento sobre “Sinais

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