Braços

Os braços no ar. Por trás do balcão o empregado fazia o impossível. Uísque, cerveja, cuba libre, todos a pedir. Passava da meia-noite. Pequenos grupos dispersos pela sala. Nos vidros, por onde passara uma gaivota nessa manhã, a escuridão. Esperei pacientemente por um uísque. Veio por fim ao cabo de uns minutos.

Juntei-me a amigos. Apeticia-me sobretudo ouvir. Falava-se muito e alto. O copo gelado na mão.  O cansaço a subir-me aos olhos.

Gostar da noite, de um longo e interminável deserto de palavras. Até que, por fim, disse boa noite. A madrugada ladrava-me rente às canelas.

Adormeci com um livro de poemas sobre o peito.

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