Tão pouco

Por entre os dedos passam os ventos do mar.
Fecho-os para recolher areia.
Levanto as mãos, o peso da noite.
Tenho tão pouco: um coração de água
rente ao luar.
Como levar-te ao itinerário das garças,
ao imenso sul do horizonte?
Vês?
Tenho nas mãos templos de areia.
Descalço e solto canto com a terra.

Anúncios

Um pensamento sobre “Tão pouco

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s