John Updike

Cessou a voz de um dos meus escritores favoritos. Sentirei a falta da sua prosa elegante, da sua exuberante inteligência, do sentido de humor que me deixava suspenso do seu virtuosismo semântico. John Updike deixou-me sobretudo uma ideia de América culta, criativa e sensível. As suas peças literárias, por exemplo, no The New Yorker, eram de assombro. Um regalo. Valiam, só por si, o preço da revista.

Os seus ensaios eram uma biblioteca de ideias. Acompanhou o seu tempo ao ritmo de um relógio metafórico cuja perspicácia e eficiência analítica delineavam um registo único, meticuloso e preciso da sua contemporaneidade.

Nos romances corriam os sinuosos dias do seu olhar, inexplicáveis transfigurações humanas. Ele era o escritor de prosa clínica e exuberante, da análise da alma sob uma perspectiva cosmopolita.

Adeus, John. E obrigado.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s