Madrigal

Encontrei a tua voz numa gota de orvalho.
Olhei: os ramos da camélia mexiam
com o vento – eras tu a dançar.
Então o orvalho resvalou da folha,
caiu na minha mão,
e começou a cantar
entre os meus dedos.

Eduardo Bettencourt Pinto

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Um pensamento sobre “Madrigal

  1. tanta música que há no sangue dos seus dedos, tanto sangue que nos dá, tanto orvalho que dança na memória dos campos, tanto vento do mundo para beber,
    que canto belo,
    sublime,
    transcendente,
    é a sua voz, Eduardo Bettencourt Pinto, que mistério é o do seu canto que nunca termina?

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