Enunciação

A chama permeável sobre a terra. Repouso a mão no teu ombro – vês o sol? Caminha na erva muito de leve e leva consigo uma criança. Vamos segui-los. Procuram o Verão.

Quem canta na sombra de um jacarandá? Será ele? Por que envelhece aquela mulher por trás da janela a contar os dias? Por que somos tristes entre duas pedras, o passado e o presente?

Perguntas: E a minha cidade? E as minhas ruas de chuva e vento e neve em Abril?

São pormenores.

Sinto o calor do teu ombro na minha mão. Há entre nós uma intimidade genesíaca.

Caminhemos.

Para trás ficam as ruínas de Alebag. Sacode o pó das sandálias e não leves nos olhos as últimas lágrimas. Em cada esquina do mundo há um barco que nos leva até outra cidade. O sonho é mais poderoso que as tempestades.

Vamos.

O sol não espera e ainda agora o teu nome nasceu dentro de mim.

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