Não sei dizer que te amo quando estou triste

Passo afogueado, perdido em geografias estrangeiras. Vou de calções, sandálias, e uma velha t-shirt que tem uma frase estranha estampada no peito: “The name of all things”.

Julho é um mês fugidio. Corre como um galgo sobre pedras translúcidas e raras cintilações da alma.

O calor estala numa vibração de claridade. Onde está o mar? Lembro-me de uns olhos escuros, de um mel delicioso. Havia uma costa enorme e inquebráveis ritmos da memória. Pegadas de sombra. Lembro-me que a alegria era uma coisa triste, um pássaro, e eu acabava devagar a última cerveja.

Há coisas assim: bocadinhos do mundo, fulgores. E os dias correm como se eu fugisse do tempo.

Que dizer?

Escrevo neste papel o dia que acaba. Volto às palavras, à sua voz rouca e bela e aninho-me no seu eco. O filho pródigo e ingrato. E assim me extingo, dançando entre vírgulas.

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