Agosto

Oiço a música da tarde. Agosto é um mês vazio. O mundo vai-se embora para uma felicidade passageira: perde-se nas praias, entre as árvores de campismo, nas altas montanhas em cujos topos habita agora uma espécie de levitação alvinitente. Cada um, pois, a reinventar a alegria, o descomprometimento. A vida está cheia de rédeas, compromissos, obrigações. Há que fugir dessas fronteiras psicológicas.

Eu estou aqui. Há pássaros nas árvores, a luz é doce e suave ao fim do dia. Bebo água e como frutos como no poema de Odysseus Elytis. Ando de bicicleta. Leio. Aos poucos, lentamente, vou descobrindo nas pedras o poder do mistério. Ou seja:  a voz, a imensa voz do silêncio.

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