Domingo

Domingo é a noite mais triste. As árvores afogam-se no escuro, os vultos da rua. O silêncio parece um deserto. Leio poesia e sento-me nas margens dos rios à tua espera. Conta-me a tua história. Na tua voz repete-se a Primavera, os segredos da terra, o fulgor da lua. Quero ouvir-te porque trazes o mar contigo.

Domingo é um calendário de submissões. Escuto o ressoar de cada página, as asas do pássaro aflito, a vertigem do itinerário que é a vida, palmo a palmo, entre as horas fundas da noite triste –  o domingo a escurecer de melancolia.

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