Depois de ti

Mordo na tua boca as últimas palavras,
a maçã e a água das tuas sílabas.
A imensa cidade do destino está por trás de ti.
Vejo como chove de repente nos teus olhos;
é como se o verão se aproximasse do fim.
Tão escuro o sol de setembro;
então a alegria faz-se noite
e vais-te embora.
Um beijo é o deserto onde me perco,
cego mais uma vez
e para sempre.

Quanto pesa o silêncio
depois de ti?
Quantos calendários incendiados
no fragor da melancolia?
Apago-me devagar
nos labirintos do teu nome.
O que é isto se não a memória
a correr como uma criança
neste jardim que cresce como se fosse música
no deserto mais vasto do coração.

in One Day Between Us

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