Leituras

Leio vários livros ao mesmo tempo. Alguns prendem-me, outros cansam-me e alguns aborrecem-me. Fecho-os e tento esquecê-los. No entanto, e não obstante os “road blocks”, volto sempre a eles, aos chatos, até à última página. Há sempre a esperança de encontrar uma linha que mos recorde, e que, enfim, me traga a memória e a sensação de algo inolvidável.

A verdadeira arte é empática, não é um exercício do umbigo a querer sugerir “olhem para mim” a cada instante. Leio porque amo o silêncio e para descobrir outros mundos e novas sensações. Poetas como Eugénio de Andrade, Emanuel Félix, Rui Knopfli, Herberto Hélder e Vitorino Nemésio, entre outros, fazem-me sentir um enorme orgulho pela minha Língua. Com García Lorca e Eugénio de Andrade, por exemplo, aprendi que a palavra escrita pode também cantar entre as nossas mãos, entre os nossos olhos.

——

Leio agora dois livros: O Peso do Hífen de Onésimo Teotónio Almeida e The Imperfectionists de Tom Rachman. Companhia admirável num sábado de chuva.

Um pensamento sobre “Leituras

  1. Já não leio desalmadamente…

    Miguel Sousa Tavares teve um efeito nefasto em mim. Aprendi a ler de través…
    Miguel Sousa Tavares é um belíssimo descritor, mas no que toca a emoções, não… não! Escritor não é isso.
    Ah, e escreve ao kg!!!

    Agora pouco leio e chateia-me não o fazer. O último livro que não consegui ler foi “O Deus das pequenas coisas” de uma indiana que não lembro o nome… Fiquei quase a meio…e dei o livro. Agora não fico com eles. Dou-os. Até dei raridades (três livros do Aldous Huxley: “Admirável mundo novo”, “Regresso ao admirável mundo novo” e “A ilha”, da colecção “dois mundos” dos “livros do Brasil”). A minha alergia ao papel velho não me permite voltar a lê-los (tive 40º de febre ao ler a 1ª edição de “Lisboa em camisa” do Gervásio Lobato. Parece impossível, mas é verdade!!!)

    Quando estou na Horta consigo escolher montes de livros na biblioteca. Temos os encontros da “comunidade de leitores” e gosto de participar. Os últimos que li foram do Haruki Murakami. Muito interessante. Falta-lhe um pouco do nosso sangue quente!!!

    …e também comecei a ler Eduardo Bett. Pinto… Ainda não tenho nada a dizer. Estão na Horta… Na Páscoa, na Páscoa dir-te-ei de minha justiça!!!…

    Que o sol dê um ar de sua graça, para não embolorares……………….

    Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ˜”*°•♥•°*”˜Ƹ̵̡Ӝ̵̨Ʒ ♪♫•♥♫•*

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