Breves esplendores da música

Tão doce o limão entre os dedos. Albinoni e os seus adágios, algo melancólicos, é certo, correm os auscultadores que me governam este momento. Os pássaros, esses, desenham no azul uma linha de silêncio.

Vejo na poesia a cinza de muitos passos e um vale de agitações. Sinto para estar vivo. Sinto para me deitar de bruços sobre a relva  das pequenas coisas que a vida moderna abandona como se fossem cães sem préstimo de um país sem coração.

Tão doce a pele de uma mulher. Tão doces os seus olhos brilhantes que cobrem a água de esplendor. Tão doces os seus cabelos que bailam sob a brisa de Setembro e deixam um perfume de desejo nesta sombra que passa por entre as minhas mãos a caminho do mar.

Tão doce sentir tanta, tanta ternura.

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