Acordar com

Fernando Pessoa acordou-me ao romper da manhã, e disse:

“Não sou nada
Nunca serei nada
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”

Levantei-me e bebi água. O pátio, escuro, não me disse nada. Fechei os olhos e regressei à voz de Fernando Pessoa. Nunca a senti assim, tão perto de mim, a cantar.

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