A mesa

A toalha branca, os talheres, o sabor do vinho e um samba. Não sei quem canta mas vejo uma palmeira naquela voz que se atira contra mim como chuva tropical.

Cheguei tarde ao restaurante. Apetece-me beber muito vinho e dançar com a noite, ou seja, contigo. Mas há entre nós a irremediável distância da geografia. Então bebo devagar, lentamente, pensando. E vão aparecendo frases soltas, em catadupa. Quem as escreve assim, com fogo, dentro de mim?

Sobre a mesa, de repente, a sombra do meu rosto em busca do teu. Então as palavras que me surpreendem, curvado sobre a minha circunstância, fazem todo o sentido.

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