Chamada

A noite fala comigo como um velho amigo. Oiço Pedro Abrunhosa. Está frio deste lado do mundo. Não me sobra um minuto das horas do dia. Chego à noite e é como se empurrasse um barco pela terra adentro: acabaram-se as viagens. Mas a noite, em si, é um prodígio. Acompanha-me com o seu abraço escuro, convida-me a entrar nos segredos do silêncio. Neste momento vejo que me acena da porta. Não resisto e vou-me embora.

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