Dia: 17 de Novembro, 2011

Portugal

Não é uma questão de finanças mas a imposição cega de um sistema económico que usurpa a um povo o direito à dignidade e ao bem-estar. Subitamente, como se não houvesse amanhã, empobrece-o, a cobro de juros elevadíssimos num calendário apertado e numa urgência incompreensível. Quem entretanto enriquecerá com o empobrecimento deste povo? Que ajuda é esta, tão capitosa e fria e cuja dinâmica visa, à primeira vista, apenas depauperar os bolsos de quem trabalha? Cria-se uma economia à base de incentivos e ideias, a começar pelo Ensino. Diminuir salários é uma estratégia ou um roubo?  Depois da queda do muro de Berlim engendrou-se isto, este abismo colossal em que os fortes continuam a demarcar-se das suas responsabilidades e a assumir a posição de protectores de um sistema económico cada vez mais obsoleto e desigual. Assustam-me estes tempos. Assusta-me este servilismo ao capital e a nossa impotência perante os senhores do mundo. Não somos livres, é certo. Só na Arte e no Espírito.