A ponte

Atravesso a ponte que me separa do dia. Fez sol, uma areia de oiro estendeu-se sobre as horas até que a música se dobrou sobre mim como um arbusto ferido.

Beijo agora o escuro, tão nu como a água sobre um corpo no Verão. Que digo? As palavras são o meu trigo e não sei de onde vêm. Bebo nelas aquilo que sou: uma folha de girassol a gravitar no universo.

É noite e nada posso fazer. Um século cresceu dentro de mim, todos os rios do mar. Estou naquele barco ao longe de onde te aceno para que vás ter comigo.

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