Mês: Janeiro 2012

Janeiro

Janeiro quase no fim. A mão na fechadura da porta, rodá-la, abri-la. A manhã escura e uma cortina de chuva a ofuscar o dia. Sentar-me no banco, à entrada da casa?

Rocky, o nosso cão, fareja a relva. Não se despacha o inspector de sinais. Esta mania chata de os cães cheirarem tudo. Por fim alça a pata e alivia-se. Chamo-o. Volta, renitente, contrariado.

Fecho a porta atrás dele e volto ao escritório.

Ligo o computador. Indeciso como um cão, farejo as palavras. Onde estão os meus sinais?