Janeiro

Janeiro quase no fim. A mão na fechadura da porta, rodá-la, abri-la. A manhã escura e uma cortina de chuva a ofuscar o dia. Sentar-me no banco, à entrada da casa?

Rocky, o nosso cão, fareja a relva. Não se despacha o inspector de sinais. Esta mania chata de os cães cheirarem tudo. Por fim alça a pata e alivia-se. Chamo-o. Volta, renitente, contrariado.

Fecho a porta atrás dele e volto ao escritório.

Ligo o computador. Indeciso como um cão, farejo as palavras. Onde estão os meus sinais?

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Um pensamento sobre “Janeiro

  1. Sol de verão, mar aberto a minha frente como um véu de espumas onde gaivotas e pequenas garças mergulham num delicioso bailar.
    Saudade dos amigos, sobretudo desse amigo que lá de longe deposita palavras no branco. Ilumina como este sol tropical da minha Jaguaruna.
    Ainda perguntas”onde estão os teus sinais?”
    Obrigada Eduardo, um abraço com afeto
    Lélia

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