Madrigal rente à Primavera

Começo a ouvir o teu nome com o cantar das aves.
Chove na música das primeiras sílabas
e uma abelha voa entre o rumor dos teus cabelos.
Vens de muito longe, do momento em que uma pétala
se abriu sobre o esplendor do mundo.
Tão pura a água que corre entre o silêncio
e o deserto onde a manhã se enche de gritos!
Começo a ouvir-te como se numa terra de chamas
os meus passos fossem as ervas que um dia pisaste
enquanto dançavas de braços abertos
à minha solidão, infinita e glacial.

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