Melancolia

Como se morre diante de uma palavra?
Tantas que passaram pelos meus dedos – cardumes, nuvens, revoada de pombos, areia. Às vezes foram os calções e as sandálias da minha infância.
Eu sei: trago-te hoje tão pouco!
Mas é impenetrável a neblina dos montes no coração de um homem.
O poema nem sempre é o deserto que fulgura diante dos olhos, a tarde de oiro que se levanta em Setembro sobre o cântico da tribo.
Às vezes é esta palavra frágil e cansada entre outras palavras
e que cega voa em direcção às dunas onde a noite se cala,
de tão triste, no fim desta viagem
pelo dia.

Anúncios

2 pensamentos sobre “Melancolia

  1. Como me magoa esta toada triste, melancólica e desistente. Às vezes o Tempo não ajuda, não é? Acho que é preciso fazer o rio correr ao contrário do seu curso normal. Estragar um pouco os planos divinos. Estarraçar o bem bom e revirar tudo ao contrário. Deixar pousar… e dar de novo as cartas! Meu Amigo, precisas de SOL!!!

  2. Melancolia Palavra cheia de outras Palavras que timidamente se escondem de ti… O Inverno e longo … Mas a primavera Nao tarda e com ela o despertar da natureza e dos sentidos. As tuas Palavras Sao sempre Lindas mesmo quando Falas de melancolia… Bem Hajas por as partilhares connosco.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s