Mês: Julho 2012

Sistema

Se não queres ser escravo do sistema, lê. E decide por ti mesmo. Não cries um mundo à semelhança dos outros. Cria a tua própria memória.

Domingo de tarde

A tarde arde. Estou no meu escritório e oiço música.

Vivo numa das cidades mais caras do mundo e com um mar parado, sem cheiro. Há os rios, os lagos, poderás dizer. Há a mota ou a bicicleta. Há, há, há. Seja o que for que haja não tenho neste momento a brisa do mar e uma palavra na minha língua e da cor de uma gaivota no céu aberto.

Onde estás, oh minha tribo, de bardos e música? Onde arde a memória nesta tarde que arde quase triste não fosses tu a dançar descalça numa lágrima de silêncio?

Oh, a tarde! Que vestígios ficam agora nas sombras desta alta árvore da noite que se avizinha nesta parte do mundo?

Diz-me, companheira: com que poema atravessaremos o mar do Verão?