Chuva

Chove na tarde que escurece. A luz morre devagar entre a fosforescência do orvalho. A rua, deserta.

Rocky, o meu cão, dorme à entrada da minha porta. De vez em quando oiço-o, quando se mexe. A luz do candeeiro atira contra mim uma madrugada surreal. Devagar, como se cantasse rente ao chão, sinto dentro de mim a viagem do inverno. A força de uma raiz? Não sei o que é. Não estou triste nem melancólico. Penso, em sintonia com o vento. E assim viajo na última, cansada luz do dia.

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