Palavras

Pego nas palavras para varrer o chão da memória. Ao fundo, onde a música cresce como uma rosa, há uma sombra onde me sento. Estou numa ilha que invento em cada vírgula, separando horizontes e fronteiras.

Cada palavra é um fruto e cai dos ramos do Verão. Colho-os, sumarentos, e com todo o oiro matinal. Em cada pingo de orvalho onde, cintilante, se espelha a efemeridade, uma ave canta a passagem do olhar.

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