Regresso ao princípio

Ao mano Zé Costa

 

Deitei-me sob uma magnólia e acordei noutra idade.

Um pardal cantava dentro de uma gota de orvalho.

Na relva, o húmido e cintilante rumor da manhã. Pensei: isto só pode ser a infância.

As minhas mãos eram ainda as de minha mãe acariciando as minhas. Os seus dedos,

leves, macios e belos como um tecido de água. Nos seus cabelos revoltos fui descobrindo

a geografia e o mar dos Açores.

Só quando a luz os tocou é que os meus olhos correram entre o trigo

todo

da música.

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