Anoitecer

A cal da noite aproxima-se do muro. Vai pintando de escuro a sombra da magnólia, o canto do pássaro e o cristal de uma gota de água. Estou descalço sobre a relva de junho. Observo o lento movimento da brisa e o breve assobio que deixa na folha inclinada. Este jardim, que já foi o templo de um olhar, é agora um tecido de rumores. Leva pela mão a criança que parte de mim. Num repente perdem-se os dois entre as árvores.

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